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Caminha é sede de um concelho
com 136 Km2 e
engloba uma população de 16.085
habitantes, distribuídos por 20
freguesias.
Antiga e rica em património
histórico e arquitectónico, é uma atraente vila do Alto Minho a norte de
Viana do Castelo, e que faz fronteira com Espanha, estando a ela
"ligada" pelo ferry-boat "Santa Rita de Cássia", que
atravessa o rio Minho.
O concelho é limitado a
norte pelo rio Minho, a nascente pelos concelhos de Vila Nova de Cerveira
e Ponte de Lima e a poente pelo Atlântico.
Póvoa marítima,
medieval e fronteiriça, a vila que dá nome e é sede do concelho de
Caminha remonta à época da Independência, e desenvolveu-se como porto
de navegação de cabotagem até que os Descobrimentos originaram a decadência
deste seu papel.
O concelho entrou então
num modo de vida modesto, que só foi alterado no século XX, com a
integração na rede viária do país e o desenvolvimento do turismo.
Povoação antiquíssima,
nos seus arredores existem ainda alguns vestígios das civilizações
proto e pré-históricas. Se bem que a bacia do Minho apresente alguns
exemplares do período megalítico, a cultura dominante e que mais vestígios
deixou nesta zona foi, sem dúvida, a castreja. As casas, quase todas do
tipo redondo,
denunciam marcas da cultura pré-céltica.
As freguesias,
nomeadamente as que se situam nas encostas dos montes, patenteiam ainda um
vasto património de antas e antelas. Do período da romanização ficaram
pontes, caminhos e outros monumentos.
Na Idade Média, e na
luta contra a pirataria moura, germinou em Caminha um núcleo de construção
naval e navegação de cabotagem, abrindo as portas de um modo de vida
dependente do mar. Do porto de Caminha partiram barcos para diversas
partes da Europa.
Em 1284, D.Dinis
concede-lhe foral, e, em 1392, D. João I fê-la porto franco. No reinado
de D. Afonso V, a vila beneficiou de prerrogativas que lhe vieram dar um
decisivo impulso para o desenvolvimento comercial. É ainda este rei quem,
para a repovoar, a torna "couto de homiziados", para aqui
enviando reclusos e criminosos. Esta medida é reforçada por D.Manuel I
e, mais tarde por D.João III.
Em 1512, D. Manuel
confirma o foral velho, e procede à reconstrução do forte da Ínsua.
Durante a guerra da Restauração (1640), a vila tornou-se numa pequena
praça de guerra. E na fase final das guerras entre liberais e
absolutistas, Caminha, como boa parte das praças fortes do Norte, esteve
em poder dos miguelistas.

extraido
de: http://www.cm-caminha.nortenet.pt/
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